Projeto Escrevendo Sem Medo #ESM – Junho, Julho e Agosto

Olá queridos leitores! Fiquei alguns meses sem escrever para o Projeto Escrevendo Sem Medo, pois estava na correria. Mas neste mês decidi trazer os dois textos, do mês de junho e de junho, e o texto deste mês também.

Espero que gostem, pois estou adorando este projeto. É uma forma de exercitar a minha escrita sobre algo bem mais pessoal.

Então, vamos lá para os temas dos últimos 3 meses!

 

Junho

Considerações sobre um fim de semana ensolarado.

“Observe a imagem abaixo. Imagine que aquela pessoa é você. Imagine uma estória para essa imagem. O que você fez até tirar essa foto? Como se sentiu? O que aconteceu nesse fim de semana ensolarado?”
 
 
Depois de semanas refletindo sobre como cheguei neste ponto em minha vida, senti que precisava enfrentar meus medos e me sentir livre de mim mesma. Pode parecer ilógico, mas ninguém estava me segurando. Era apenas eu. Eu me mantive em uma prisão. Eu me restringia. Eu me impedia de pular, seguir em frente.
Não estou falando em me jogar no abismo. Tenho pavor de lugares altos. Mas sentia que todos os meus medos estavam sendo impostos por mim e tudo que perdi, todas as oportunidades, se foram por minha culpa.
Eu precisava seguir à diante. Ir até um lugar tão alto como esse é a forma mais clara de dizer que consegui enfrentar parte dos meus medos e que eu estou preparada, com forças para recuperar o que perdi e para conquistar o que eu quero.
Não me importa se as outras pessoas não acreditam que eu consigo. Não me importa se elas olham para mim, trocam meia dúzia de palavras e já acreditam que podem dizer como sou e do que eu sou capaz. Eu sei do que eu sou capaz. O mundo pode parar de falar o que acha que sabe. EU NÃO ME IMPORTO! EU ME CONHEÇO! E SOU CAPAZ DE CONQUISTAR TUDO QUE EU QUERO!
 
 
Julho

Julho: O que há de errado com a humanidade? 

“Momento para você expor aquilo que observamos com frequência hoje em dia e que faz seu coração chorar. Você pode expor um problema ou vários, a escolha é sua.”
 
 
Recentemente parei para assistir a um vídeo da Karol Pinheiro (ex-editora da Revista Capricho e Youtuber) em que ela falava sobre a farsa da vida perfeita nas redes sociais (vídeo). Parei para pensar que, assim como muitas pessoas, eu ficava presa no Instagram passando as infinitas fotos admirada pela perfeição delas. Em algumas, lindos vestidos em corpos “perfeitos”. Em outras, pratos tão lindos que davam dó de comê-los. Em outros, lugares que provavelmente eu não irei tão cedo ($$$).
O que isso trouxe para a minha vida? Nada. E o que traz para a vida de muitas pessoas? O nada ou pior do que isso: a profunda tristeza de que aquilo é inalcançável. Já cansei de ver pessoas frustradas com a ideia de que jamais conseguirão ser felizes pois não tem aquilo que parece que todos têm. E o pior é que essa frustração parece envolver principalmente os adolescentes.
Como chegamos a isso? Em que ponto a humanidade conseguiu chegar à conclusão de que ser uma coisa ou ter uma coisa é o que define a nossa felicidade? Em que ponto deixamos de tentar ser felizes com o que gostamos para sermos felizes com aquilo que faz o outro feliz.
A grama do vizinho pode até ser mais verde, mas não se esqueça que ela pode ser um grama falsa e artificial.
 

 

Agosto

Agosto: Eu gosto tanto de você, que até prefiro esconder.

“Esse texto funcionará como uma carta anônima. Pense em alguém que você gosta e se declare. Exponha aquilo que faz com que você goste tanto da pessoa, dê dicas de quem ela é, mas não revele para quem a carta se destina.”
 
 
A vida tem tantos problemas. Contas para pagar, compromissos para cumprir, horários para entrar e sair. Mesmo um cinema, um teatro ou um livro podem em algum momento se tornarem maçantes e isso não te fará feliz e não te ajudará a passar pelos problemas.
Encontrar e ter alguém para te ajudar a levantar ou não cair é difícil. Não impossível, mas difícil. Eu tive sorte, não demorei muito para encontrar.
Você não trouxe a solução para os meus problemas – até acrescentou alguns  😆  que eu recebi de braços abertos – mas enfrentá-los com você é mais fácil. Fico com medo de te perder algum dia – e sei que irei, afinal é o ciclo natural da vida – porque vai ser quase impossível conseguir seguir em frente.
Você não tem ideia de como fez as coisas ficarem de cabeça para abaixo no meu mundo, mas nunca esteve tão certo. Nunca esteve tão bem. Obrigada por existir!
 

 

Finalizando…

Espero de coração que tenham gostado dos textos acima. São parte do que sou e do que penso. Tenho certeza de que daqui há alguns anos muita coisa vai mudar, mas espero que daqui há alguns anos eu também possa estar aqui para compartilhar com vocês o que mudou em mim.
 

Um abraço e até o próximo post!

Escrito por: Taísa Ferreira Dias

 
 

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