Porção Literária #09 – O Morro dos Ventos Uivantes, de Emily Brontë



Olá leitores do Sala Literária! Como tinha prometido, trouxe para vocês alguns trechos que marcaram a história de O Morro dos Ventos Uivantes, de Emily Brontë.

Esse livro, foi laçado em 1847 e conta a história de amor entre Heathcliff e Catherine. Porém, ambos os personagens são estão longe de serem os mocinhos da história e totalmente desprovidos de boas qualidades. E apesar disso, é impossível não se apaixonar pelos personagens. Se você não conhece a história, então confira a resenha desse livro aqui no blog.

 

Vamos às Porções Literárias de hoje!

o morro dos ventos uivantes

 

 As Porções

O intenso horror do pesadelo tomou conta de mim: tentei retirar o braço, mas a mão se agarrou à minha e uma voz – a mais melancólica que eu já ouvira – gemia:

 

– Deixe-me entrar, deixe-me entrar!

– Entre, Entre! – Soluçava. – Venha Cathy! Ó, venha… Só mais UMA VEZ! Ó! Amor do meu coração! Ouça-me  DESTA vez, ouça-me afinal, Catherine!

Tome cuidado Ellen! – Respondeu Isabella, os olhos cintilando de fúria; pela sua expressão não havia como duvidar do completo sucesso do seu marido em se fazer odiar. – Não acredite numa única palavra do que ele diz. É um demônio mentiroso! Um monstro e não um ser humano! Já me disse antes  que eu poderia deixá-lo; e fiz uma tentativa, mas não ouso repeti-la!

Ele não falou nem afrouxou o abraço durante uns cinco minutos, e naquele espaço de tempo, acho que deu-lhe mais beijos do que jamais havia dado antes de toda a sua vida. Mas fora a minha patroa que o beijara primeiro; vi claramente que ele mal podia suportar olhá-la no rosto , oprimido pela dor! 

Agora você está mostrando o quanto foi cruel – cruel e falsa. POR QUE me desprezou? POR QUE traiu seu próprio coração, Cathy? Não tenho palavra de consolo a lhe oferecer. Merece sofrer! Você mesma se matou. Sim, pode me beijar e chorar; e também arrancar-me beijos e lágrimas. Eles vão detrui-la… serão sua maldição

Senti que ele falava a verdade, e que devia perdoá-lo. E mesmo que brigássemos no momento seguinte, devia perdoá-lo outra  vez. Fizemos as pazes. Mas ambos choramos durante todo o tempo em que fiquei lá. Não ERA só de tristeza, embora de fato estivesse triste por Linton ter essa natureza instável.

– Ó! – soluçou ele – Não posso mais suportar isso! Catherine, Catherine, sou um traidor, também, e não me atrevo a lhe contar! Mas se me deixar, serei morto! Querida Catherine, minha vida está em suas mãos; e você disse que me amava, se ainda ama, não vai lhe custar nada.

Participe!

Todas as semanas destacamos os melhores trechos dos livros em nossa Porção Literária e você pode participar. Deixe nos comentários qual livro você gostaria que fosse destaque aqui. Aproveite para ver nossa Porção Literária da semana passada com o livro Mariana, de Ana Rapha Nunes.

Se você quer estar atualizado sobre as novidades aqui do blog e receber em primeira mão nossos posts, assine o BOLETIM localizado na lateral do site.

Abraço e até a próxima Porção! 😉

Escrito por: Taisa Ferreira



© 2016, www.salaliteraria.com.br. Todos os direitos reservados.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *