Porção Literária #05 – O Fim do Amanhã



Na Porção Literária dessa semana, destacamos os trechos mais importantes de um livro escolhido por nós ou por nossos leitores e dessa vez o escolhido é O Fim do Amanhã, de Daniel Gasparin. Um livro nacional, que está longe (bem longe) de decepcionar o leitor. Fizemos a resenha do livro e você pode conferir clicando aqui.

Então, vamos às Porções de hoje! 🙂

 As Porções

A imagem não era das melhores, mas dava para ver muito bem que não era um relógio o causador do reflexo, era uma luva metálica, igual a do homem de sobretudo que o encarou perto do local da explosão e não era só isso: eles também vestiam sobretudos idênticos.

Mário não esperava uma investida dos homens por isso estava menos preparado, quando tomou consciência do que estava acontecendo, o homem já estava em cima armando um ataque, não teve tempo de atirar, ergueu a mão direita com a arma para defender o rosto da faca que descia em direção a ele, a faca desceu e como se fosse nada amputou três dedos do delegado e se enterrou no ferro do revolver, os dois caíram.

Conforme sua visão ia voltando, começou a distinguir uma silhueta de um homem, parado em frente de sua cama, o homem claramente estava virado para ele indo em sua direção, envergava um sobretudo e em sua mão Mário viu algo que fez seu coração disparar, uma luva metálica.

Um ponto luminoso no fim da vastidão infinita apareceu, parecia cada vez menor e menor, Tom tentou se aproximar, mas quanto mais perto chegava, menor ele ficava, quando ficou tão pequeno a ponto de sumir, houve uma explosão de luz, uma luz tão forte que inundou Tom em todo o seu ser, após o efeito luminoso passar, pôde ver pedaços gigantescos de rochas incandescentes voando em todas as direções com uma velocidade impossível de se mensurar.

O Maquinista conseguiu distinguir os rostos daqueles que estavam perto, não reconhecia a maioria, mas parado em sua frente e estendendo a mão estava Tom, não aquele rapaz medroso e melindroso que tinham deixado em sua casa há algumas semanas, mas um homem mais velho, com um olhar mais firme e uma grande cicatriz em sua bochecha, parecia até outro Tom. O Tom que ele conhecia.

Quando abriram a porta, viram uma pilha gigantesca de corpos amontoados, alguns estavam com as roupas características dos encapuzados, outros bem vestidos e também haviam no monte pessoas com roupas sujas e esfarrapadas.

Todas as noites ao olhar para o céu, era possível ver um clarão azul, cientistas ficaram estarrecidos com o fenômeno, mas somente Tom sabia que aquilo era tudo o que restara de seu parceiro e amigo.

Participe!

Todas as semanas destacamos os melhores trechos dos livros em nossa Porção Literária e você pode participar. Deixe nos comentários qual livro você gostaria que fosse destaque aqui. Aproveite para ver nossa porção literária da semana passada com o livro Um gato de rua chamado Bob, de James Bowen.

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Abraço e até a próxima porção! 😉

Escrito por: Taisa Ferreira


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