Porção Literária #25 – Amor & Gelato

Oi leitores! Mais uma semana e preparamos mais uma Porção Literária para vocês. Este é aquele post que dá um gostinho a mais e desperta em muitos leitores a vontade de ler o livro em questão. O destaque dessa Porção é o livro Amor & Gelato, da autora Jenna Evans Welch. Este amorzinho de livro já foi resenhado aqui no blog e você pode conferir a sinopse e a resenha dele aqui.

Mas para quem não conhece, aqui vai um resuminho. O livro conta a história de Lina que acabou de perder a mãe, descobriu quem é o seu pai e terá que morar com ele em outro país, na Itália. Mais especificamente em uma casa localizada no Cemitério Memorial de Soldados Americanos da Segunda Guerra Mundial. Entre se adaptar e querer correr de volta ao seu país, Lina começa a descobrir um grande mistério por trás do passado de sua falecida mãe, enquanto descobre a amizade e o amor que só a Itália poderia proporcionar.

Agora, bora conferir a seleção de alguns trechos?

 

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As Porções

 

A princípio, achei que a história do chafariz fosse um mecanismo de defesa, como se talvez ela achasse que falar sobre um velho amigo pudesse nos fazer esquecer aqueles dois blocos de concreto que pendiam sobre nossa cabeça. Inoperável. Incurável. Mas então ela me contou outra história. E mais uma depois dessa. E chegou ao ponto em que ela começava a falar e, depois de três palavras, eu sabia que ia mencionar o tal de Howard. E quando finalmente me contou o porquê de todas aquelas histórias sobre o amigo, bem… Digamos apenas que a ignorância é uma bênção.
— Lina, eu quero que você vá para a Itália

 

A casa se destacava ao longe como um farol num mar de lápides. Não é possível que aquela fosse a casa dele! Provavelmente, só estávamos seguindo algum costume italiano. Sempre dê uma passada no cemitério com os recém-chegados. Para dar uma noção da cultura local. É, só podia ser isso.

Entrelacei os dedos no colo e meu estômago gelou conforme nos aproximávamos da casa. Era como ver o tubarão saindo das profundezas do oceano e vindo na minha direção. Taaan tan. Só que eu não estava num filme. Aquilo era real. E me esperava a uma curva de distância. Não entra em pânico. Não pode ser. Sua mãe não teria mandado você morar num cemitério. Ela teria avisado. Ela teria…

 

É apenas um dos diários dela. Você consegue. Você consegue. Enfim, comecei a atravessar o corredor, mas no último instante me desviei para a escada, tombando perigosamente o vaso com as violetas.

 

Segundo Sonia, as flores estavam sedentas. Eu tinha que cuidar delas primeiro. Desci a escada correndo, depois olhei duas vezes os armários antes de encontrar um prato raso e grande o suficiente para o vaso.
— Pronto, meninas.
Enchi o prato com dois centímetros de água da pia (F) e coloquei o vaso sobre ele. Minhas violetas não pareciam muito interessadas em ter companhia, mas me sentei à mesa da cozinha e fiquei olhando para elas assim mesmo.
Eu não estava enrolando. Imagina.

 

Havia um garoto brincando com uma bola de futebol. Tinha minha idade, talvez um pouco mais velho, e devia fazer uns três meses que não cortava o cabelo. […]

 

Ele olhou na minha direção e nos encaramos. Que maravilha. Agora eu teria que seguir em frente ou ficar parecendo uma maluca. Assenti para ele e continuei depressa pela trilha, como se estivesse atrasada para uma reunião ou coisa do tipo. Totalmente natural. Devia ser bem normal pessoas correndo para compromissos importantes no topo de colinas italianas.

 

Saí às pressas do salão, mal conseguindo entrar no banheiro antes que as lágrimas começassem a rolar. Estar ali era horrível. Antes daquele dia, eu sabia exatamente quem minha mãe era, e com certeza não era aquela mulher que amava violetas, enviava diários misteriosos para a filha ou se esquecia de dizer ao cara com quem se relacionara: “Ah, você não vai acreditar, temos uma filha!” […]

Minha mãe nos mantivera afastados por dezesseis anos. Por que estávamos juntos agora?

Espero que tenham gostado dos quotes.

Nos vemos no próximo post!

 

Escrito por: Taísa Ferreira

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