Meu Deus, mas que cidade linda, de Rodolfo Melo [RESENHA]

Título: Meu Deus, mas que cidade linda

Autor: Rodolfo Melo

Páginas: 144

Ano: 2017

Editora: Editora 42

 

Sinopse

Meu Deus, mas que cidade linda é um livro que poderia ser descrito como uma coletânea de contos policiais, ou criminais, ou sobre a violência. 

Mas, é mas um livro sobre as desigualdades sociais, sobre a ignorância humana, sobre preconceitos. E de forma crítica, muito crítica, até ácida, a cidade é linda. Dependendo dos olhos que a veem. 

Nascido em Brasília, Rodolfo se tornou escritor assim, como quase todo mundo: escrevendo.

 

Seu segundo livro impresso traz um recorte pontual sobre a realidade brasiliense. A violência, o racismo, os medos.

 

Brasília é linda, viva e urbana.

 

E como toda cidade, guarda em seus becos, suas ruas, suas pessoas, histórias.

 

Aqui você a verá desnuda. Um livro de crônicas ácidas, duras, violentas e verdadeiras, marcadas pela escrita aguda de Rodolfo Melo.

Skoob | Compre: Livraria Cultura | Editora 42 

 

Minhas conclusões sobre Meu Deus, mas que cidade linda

Meu Deus, mas que cidade linda é um livro com vários contos que refletem sobre preconceito, egoismo, amor, traumas, etc. Porém, todos os conto tem um ponto em comum e bastante peculiar. Não espere um conto de fadas, mas apenas a realidade nua e crua (talvez crua até demais).

Todas as histórias se passam em Brasília e as cenas são ambientadas em locais bastante específicos. Apesar de não conhecer Brasília acredito que todos os cenários usados pelo autor de fato existem.

Os personagens são reais, com problemas reais. Alguns são cativantes no início e assustadores no final. Alguns contos nos fazem refletir sobre as atitudes dos personagens e a falta de empatia dos mesmos. Alguns são insanos, outros passaram por traumas.

Meu Deus, mas que cidade linda mexeu comigo de uma forma, que precisei ler os contos bem devagar e ao final de cada um me pegava refletindo. Os contos são tão bem descritos, mas sem perder o foco, que me sentia como se presenciasse cada cena. Podia ver os personagens ali, sentir o que sentiam e em alguns casos entendê-los. Em alguns contos as minhas lágrimas fizeram parte da leitura, levando os personagens a um destino não muito conveniente.

Se você, assim como eu não tem lá um estômago muito forte, mas também não muito fraco, recomendo a leitura bem devagar. Normalmente, leio um livro de contos de pouco mais de cem páginas em poucas horas, mas com Meu Deus, mas que cidade linda foi diferente. A reflexão de cada conto pesa sobre a leitura e em alguns pontos impede a continuação do livro. Precisava de uma pausa. Mas, como disse no início, os contos levam à reflexão e trazem uma realidade que pode não ser nem a minha, nem a sua, porém, sem dúvida é a realidade de muitos brasileiros. Apesar de ambientados em Brasília, sabemos que todos aqueles contos acontecem (infelizmente) todos os dias pelo país inteiro.

Falar muito sobre Meu Deus, mas que cidade linda sem soltar um baita de um spoiler é difícil. Estou aqui me contendo para não sair contando sobre todos os contos em que fiquei indignada com os personagens, com raiva de outros, assustada em outros, sem palavras em outros e assim por diante. Como relatei acima, não é lá uma leitura muito fácil para quem tem estômago fraco, porém não se deixe enganar pela falta de um final feliz aqui. O livro se tornou umas das minhas melhores leituras e nem consigo explicar como e nem o porquê, mas esse toque de realidade tornou o livro inesquecível. Não há um conto que posso destacar aqui como o meu favorito ou que me chamou mais a atenção, pois, mesmo sabendo o final, o “como” aconteceu esse final me deixou encabulada em cada conto.

 

Participe!

Espero que tenha gostado da resenha. Se gostou do livro e quer conhecê-lo melhor, você pode adquirir nos links abaixo da sinopse. Deixe nos comentários a sua opinião e contribua com crescimento do blog, agregando sua visão sobre a história.

Livros precisam ser lidos, relidos e discutidos.

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Um abraço e até o próximo post. 😉

 

Escrito por: Taísa Ferreira Dias

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