2.990 Graus – A arte de queimar no inferno, de Adilson Xavier [RESENHA]

Título: 2.990 Graus – A arte de queimar no inferno

Autor: Adilson Xavier

Páginas: 320

Ano: 2017

Editora: Panda Books

 

Sinopse

O jovem delegado Hermano está longe de ser um policial típico. Filosofa sobre a verdade, gosta de poesia.
Inexperiente e orgulhoso por jamais ter usado sua arma, ele recebe a missão de investigar o assassinato de um deputado federal acusado de desviar verbas destinadas às vítimas de uma grande inundação.
A arma do crime foi um maçarico, usado com impressionantes requintes de crueldade. Outros políticos são
mortos com o mesmo ritual torturante. 
Um pastor evangélico, ex-presidiário, surge como suspeito. A população batiza os assassinos como “Vingadores do Povo”. Pressão total. Ódio e desinformação esquentam os ânimos. A vida de Hermano se transforma num inferno.

 

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Resumo

Um político, acusado de desviar o dinheiro que deveria ser usado em prol das vítimas da inundação, é assassinado brutalmente. Queimado por dentro ainda vivo e lúcido, a única coisa que se sabe é que a arma usada para o assassinato é um maçarico.

Hermano é um jovem policial, com seus 35 anos e esse é o primeiro caso realmente grandioso e brutal que já participou. Enquanto lidera as investigações, mais políticos são levados ao mesmo destino, criando um clima de tensão cada vez maior. Não conseguindo segurar a imprensa, logo alguns detalhes do caso vazam e a população está dividida. De um lado as pessoas que acreditam que este não é o melhor caminho, do outro, os defensores dos “Vingadores do povo” que acreditam que a polícia está impedindo um serviço feito à sociedade. Até onde vai a brutalidade humana?

Em meio às investigações desponta o primeiro suspeito, o Pastor Ismael, cujo passado torna-o um assassino em potencial para esse caso.

Enquanto lida com seus problemas pessoais, as investidas de sua parceira de trabalho, Jeckie, o ex-namorado de sua atual namorada sendo professor dela, Hermano precisa descobrir quem está realizando esses assassinatos.

Minhas Conclusões sobre 2.990 Graus: a arte de queimar no inferno

Quando recebi a proposta de resenhar este livro fiquei super animada, pois adoro livros com o enredo policial (mesmo que ultimamente não tenho lido muitos deles). A sinopse, juntamente com o vídeo promocional me deixaram curiosa sobre a história.

A escrita do autor é bem diferente do que estou lendo nos últimos meses e, inicialmente, senti um baque ao iniciar a leitura. Mas com o passar das páginas fui pegando o ritmo e somente não li mais rápido por falta de tempo. Em meio a trechos filosóficos e outros com uma pitada de política as cenas dos assassinatos me deixaram sem palavras. Como se estivesse na cena do crime, o autor detalhou o clima, o ambiente, os sentimentos e a intensidade dos crimes.

Não sei se eu que não tenho muito talento para investigação, mas nem de longe conseguiria suspeitar do assassino e um dos personagens envolvidos me deixou bastante surpresa (sorry, não tem como falar sem dar um spoiler). Cada ponta aparentemente solta é amarrada ao final do livro. Personagens que no início parecem estar alí somente para preencher espaço, começam a fazer jus à sua presença. Com uma trama bem montada, a história estimula o leitor a buscar a verdade junto com o delegado.

Um ponto que gostei muito é que os personagens não são romantizados. Não tive como gostar do Hermano, mas também não o odiei. Fiquei tipo “Ok, se ele morresse em qualquer momento do livro eu não sentiria falta do personagem”. Apesar de não concordar com o comportamento de Jackie na maior parte do livro, gostei da evolução da personagem mais ao final. Alice, a namorada de Hermano não me cativou e apenas consegui ter dó da personagem.

Como recebi o livro na versão física (obrigada Oasys Cultural e Adilson Xavier), tenho alguns comentários a fazer sobre ele.

Primeiro a capa. Quem acompanha as resenhas aqui no blog sabe que, muitas vezes (na maioria, na verdade) o livro me ganha pela capa. Toda a história está representada através da capa, com o nome do livro e do autor em uma textura diferente do restante. O material é muito bom, tanto da capa quanto das folhas, que são amareladas (♥♥♥♥). O livro possui orelhas em um tamanho um pouco maior do que da maioria dos livros que já li. Em uma você encontra um dos meus trechos preferidos (e assustador) do livro e na outra uma breve biografia do autor.

O livro é dividido em quatro partes e os capítulos recebem nomes de acordo com cada uma das partes, o que particularmente achei muito interessante e diferente. Notei um detalhe durante o livro me chamou a atenção, porém não sei dizer se foi proposital ou se foi algum problema no momento da revisão. Muitas vezes para representar diálogos usamos as aspas, assim como é usado no livro. Porém em alguns pontos notei que haviam falas (pelo menos foi o que me pareceu), mas não haviam aspas. Isso tornou esses partes da leitura um pouco confusas, mas garanto que foram apenas em alguns pontos.

Resumindo, eu adorei o enredo do livro, mesmo sendo um escrita mais intensa, mas neste ponto acredito que o problema seja da leitora. Mesmo não sabendo muito de política você não terá problema durante a leitura. Os personagens não me cativaram, porém por torna-los mais palpáveis acabei curiosa pelo fechamento das consequências do caso em suas vidas. Além desses motivos, dei 5 estrelas para ele no meu Skoob, pois mesmo com grandes expectativas sobre esse livro ainda assim o autor conseguiu me surpreender.

 

Assista ao Book Trailer do livro:

 

Adilson Xavier é escritor, roteirista, produtor. É CEO da Zola Filmes. Durante mais de 10 anos, foi membro do Board Mundial de agências do grupo Foote Cone & Belding (FCB), e atuou como CEO / CCO da empresa no Brasil. Criou e produziu comerciais, documentários, séries de tv. Ganhador de centenas de prêmios publicitários nacionais e internacionais. Autor dos livros “O Deus da Criação – Uma Visão Teológico-Criativa Religiosamente Publicitária” ( Best Seller, 2007), “E. O Atirador de Idéias” (Best Seller, 2010), “Sobrevoando Babel” (Record, 2012), “Storytelling – Histórias que deixam marcas” (Best Business, 2015) e “2.990 graus” (Panda Books, 2017).

 

Participe!

Espero que tenha gostado da resenha. E se você gostou do livro e quer conhecê-lo melhor, você pode adquirir nos links abaixo da sinopse. Não se esqueça de conferir a nossa última resenha do livro Um de nós está mentindo, de Karen McManus.

Um abraço e até o próximo post. 😉

Escrito por: Taísa Ferreira Dias

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