Jogador nº 1, de Ernest Cline [RESENHA]

Título: Jogador nº 1

Autor: Ernest Cline

Páginas: 466

Ano: 2015

Editora: Leya

 

Sinopse

Cinco estranhos e uma coisa em comum: a caça ao tesouro. Achar as pistas nesta guerra definirá o destino da humanidade.
Em um futuro não muito distante, as pessoas abriram mão da vida real para viver em uma plataforma chamada Oasis. Neste mundo distópico, pistas são deixadas pelo criador do programa e quem achá-las herdará toda a sua fortuna.
Como a maior parte da humanidade, o jovem Wade Watts escapa de sua miséria em Oasis. Mas ter achado a primeira pista para o tesouro deixou sua vida bastante complicada. De repente, parece que o mundo inteiro acompanha seus passos, e outros competidores se juntam à caçada. Só ele sabe onde encontrar as outras pistas: filmes, séries e músicas de uma época que o mundo era um bom lugar para viver. Para Wade, o que resta é vencer – pois esta é a única chance de sobrevivência. A vida, os perigos, e o amor agora estão mais reais do que nunca.

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Resumo

Em 2045 o mundo que conhecemos hoje não existe mais. A escassez de recursos reforçou ainda mais as diferenças sociais e as guerras se tornaram parte do dia a dia.

Anos antes de todo o planeta chegar a essa situação, o famoso James Halliday criou o OASIS, uma plataforma de jogos online, que rapidamente se tornou parte da vida de praticamente toda a população. Tudo que havia no mundo real foi recriado no jogo: escolas, shoppings, locais de festas, etc.

Em meio a esse mundo – real e virtual – vive Wade, um jovem órfão, que foi “abrigado” por sua tia aproveitadora.

Sem filhos, quando Halliday falece, um concurso criado pelo mesmo é divulgado e o prêmio é toda a sua herança, incluindo o controle de toda a OASIS.

Milhares de pessoas em todo o mundo correm contra o tempo para descobrir entre os enigmas de Halliday e informações sobre sua vida, um modo de encontrar o prêmio final. Cada enigma leva a uma chave e cada chave leva a um portão e o terceiro e último portão leva ao Easter Egg, o grande prêmio.

Mas enquanto todos os jogadores buscam pelo prêmio, a empresa IOI, através de várias trapassas tenta colocar a mão no Easter Egg antes dos jogadores, colocando as mãos na OASIS e controlando tudo e todos.

 

Minhas Conclusões sobre O Jogador nº 1

Narrado pelo personagem principal, Wade, o livro é cheio de referências do mundo nerd e da cultura dos anos 80. O Jogador nº 1 traz um mundo distópico tomado pelo caos e a tecnologia. Para quem realmente gosta desses temas o livro será um prato cheio. Esse foi o ponto que mais me atraiu no livro, mesmo que depois de ler eu tenha chegado à conclusão de que não sei tanto assim sobre jogos e anos 80.  😆 

OASIS é uma plataforma que foi muito bem criada pelo autor. A possibilidade de avanço tecnológico para a época possibilitou vários empregos para muitas pessoas. Porém, a pergunta que não quer calar: como em 2045 havia uma tenologia tão avançada para o OASIS, mas não havia nenhuma para a recuperação do mundo?

Os personagens, apesar de terem características bem distintas não me surpreenderam muito. Mesmo vivendo anos à frente senti como se mais de 20 anos entre o hoje e momento da história do livro não mudasse. A sensação? os anos passaram, mas as pessoas não mudaram.

Um ponto negativo da histórias são vários e vários parágrafos onde Wade fala sobre seus conhecimentos sobre a vida de Halliday, sobre os jogos, músicas ou qualquer coisa que tenha a ver com a cultura dos anos 80. Era tanta informação (muitas desnecessárias) que no momento que retornava para a cena já tinha me esquecido o que estava acontecendo anteriormente.

Já iniciamos o livro sabendo quem ganhou, o que tira toda a expectativa que poderia ter sido criada, já que mais personagens importantes entram na história. Sempre que o personagem dava uma fora o autor interferia criando uma brecha que livrava Wade de toda a situação.

Apesar dos pontos negativos desse livro a leitura é viciante. Mesmo desconhecendo muito do mundo nerd (realmente achei que sabia bem mais) e já sabendo quem ganhou, fiquei interessada em ver como tudo aconteceu. A descrição dos cenários, personagens e ambientes é bem detalhado, mas sem perder o foco. Somente Wade acaba perdendo o fio da meada em seus pensamentos. Indiretamente o autor acaba nos fazendo refletir sobre o vício de querer estar – e sentir bem – no mundo virtual ao invés do mundo real.

 

Participe!

Espero que tenha gostado da resenha. E se você gostou do livro e quer conhecê-lo melhor, você pode adquirir nos links abaixo da sinopse. Não se esqueça de conferir a nossa última resenha do livro Depois de Você, de Jojo Moyes.

Um abraço e até o próximo post. 😉

Escrito por: Taísa Ferreira Dias

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