Entrevista com o autor – Letícia Godoy

Olá leitores do Sala Literária! Há quase dois meses abri mais este espaço para que os autores possam falar dos seus trabalhos. E essa semana decidi trazer para vocês uma entrevista super legal com nossa querida parceira Letícia Godoy, autora dos livros Deixe-me Entrar, que terá sua continuação lançada ainda este ano e o livro Borborema, todos lançados pela editora Arwen.

 

Deixe-me entrar

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Julianne Ipswich cresceu confinada no internato Le Rosey, afastada de sua família com o pretexto de receber uma educação de qualidade. Este fato sempre a incomodou e o maior desejo de Julianne era descobrir a verdade para que a família tenha a afastado, uma vez que não ficou convencida de que a preocupação com os seus estudos seria o único motivo.
Ao completar 15 anos, ela retorna para Stone Forest, a cidade de seus pais, e, aos poucos, acaba descobrindo mais do que gostaria de saber.
Cercada por muito mais perigos e desafios do que ela jamais pôde imaginar que surgiriam em sua vida, Julianne precisará desvendar os mistérios de seu passado e preparar-se para os desafios do futuro rapidamente se quiser sobreviver. As vozes se misturam, os olhos sedentos nunca param de espreitar e o perigo está onde ela menos imagina. Será que Julianne conseguirá enfrentar tudo isso?

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Borborema

Annabel é uma mulher fria e calculista, que fugiu do seu passado para a cidade grande e construiu uma vida “segura” e invejada por muitos. Sua intenção era nunca mais olhar para trás, porém um telefonema muda tudo e a obriga a voltar à Borborema, a fazenda de sua família.Lá, ela terá que enfrentar muito mais do que inicialmente havia imaginado. Conflitos familiares, medos particulares, um assassinato que de alguma forma pode estar relacionado a ela e um homem que promete abalar as estruturas nada firmes de seu ser.Borborema promete envolver e encantar o leitor da primeira à última página.

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Jurada Pelas Sombras

Jurada pelas sombras relata a história de Elvira, uma garota órfã que, quando está prestes a completar 18 anos, descobre que uma profecia de morte assombra o seu passado, e que existem coisas ocultas sobre ela que ninguém é capaz de explicar.Em meio à confusão que se torna sua vida depois de saber mais sobre si mesma, seu destino reserva-lhe mais uma surpresa: Luigi, um jovem seminarista por quem ela se apaixona perdidamente. Mas não será nada fácil assumir e viver esse romance proibido.
Elvira precisa encarar o seu passado, mas não pode mais viver sem Luigi, que também precisa se decidir entre ela e a carreira de religioso. Uma história que permite várias opiniões sobre os acontecimentos por conta de sua narrativa fragmentada, onde todos dão o seu parecer sobre os fatos. Jurada Pelas Sombras convida o leitor a entrar na mente dos personagens e a descobrir quem está falando a verdade, envolvendo-o em paixões, conflitos, inveja, ódio e morte.

 
 

Entrevista

 

Qual foi sua inspiração para escrever Borborema?

Na faculdade, eu li o livro Reunião de Família da Lya Luft e antes de fazermos uma aula mais aprofundada sobre ele, eu havia odiado a história. Porém, após a análise, percebi que a família retratada por Lya não era longe do real, na verdade, várias coisas que ela descrevia já havia acontecido comigo. Então, passei a pensar sobre a minha família, lembrar-me das histórias que o meu avô me contava e Borborema surgiu em minha cabeça. No início, era para ser apenas um romance contando a vida de uma mulher que deixou a família e foi se aventurar na cidade grande, coisa que também acontece com muita frequência, mas a história tomou proporções maiores e se tornou um romance policial bastante peculiar. Foi realmente uma aventura escrevê-lo.

 

Conte um pouco sobre os personagens. Eles são baseados em pessoas reais?

Não são baseados em pessoas reais, mas são próximos do real. A família principal de Borborema foi inspirada em uma família tradicional da minha cidade que na época do café era de grande prosperidade. Todo mundo os adorava e aos poucos foram gastando a fortuna e se tornaram apenas uma lenda perdida no tempo. Eu busquei resgatar as raízes da minha cidade e colocar no livro, então digamos que tudo foi inspirado no real, mas não em uma pessoa ou outra em específico.
 

Quanto tempo durou a produção deste livro?

Comecei a esboçá-lo em 2013. Fiz primeiro uma pesquisa sobre a profissão “advogado” e foi realmente produtiva. Depois comecei a escrever, mas como tinha a faculdade, demorou um pouco mais do que eu imaginei. Ao longo desses 3 anos, foram muitas reescritas e mudanças de planos. Houve até mesmo uma época em que formatei o computador e perdi 5 capítulos da história! Mas ela saiu e está do jeito que eu imaginei. Espero mesmo que as pessoas gostem.

 

Para você, qual a trilha sonora perfeita para acompanhar Borborema?

Difícil! Nunca pensei em músicas para escrever o livro Borborema, mas cito Shania Twain, Marcio Rocha e Marcelo (uma dupla sertaneja da minha cidade) e Chitãozinho e Xororó na história. Acho que uma trilha sonora meio country, com letras que falem do retorno para casa, de mulheres difíceis e corajosas e festas de peão combinam bem! Esse livro é totalmente interiorano, diferente de outros meus. Todo mundo sabe que sou amante do bom e velho rock and roll, mas para escrever este livro eu deixei o dark um pouco de lado e me permiti ir para o campo, ao lado de Annabel.
 

Hoje é muito difícil publicar um livro. Qual foi a maior dificuldade que você encontrou?

Na verdade, eu devo discordar. Hoje em dia não é nada difícil publicar um livro. Quando falo isso, muita gente quer me bater, mas essa é a verdade. Há muitas, muitas editoras por aí e é só escolher de acordo com os seus interesses. Alguns são mais acessíveis (através de pagamento da publicação), outras demandam mais paciência e empenho da parte do autor, mas de um modo geral é bem mais fácil publicar hoje em dia do que há alguns anos atrás. O que é difícil é alcançar um público legal, um público que anseie por suas histórias e que vão ler até sua lista de compras! Ainda mais quando você se aventura a escrever variados gêneros e não apenas um. Então, minha maior dificuldade foi alcançar este público (ainda é), graças a Deus, vários leitores me acompanham desde que eu comecei e agora, eles estão até brincando: qual será o próximo gênero que a Letícia vai lançar? Terror? Suspense? É muito legal e gratificante ter leitores assim e eu espero poder alcançar um público ainda maior, apresentando sempre trabalhos diversificados e carregados de muito amor e comprometimento.
 

Além do livro Borborema, você já é autora de outros livros. Conte um pouco sobre eles.

Sim, eu sou autora da série Deixe-me, cujo primeiro livro saiu ano passado no meu aniversário! O segundo sai este ano em Abril. É uma série de fantasia, baseada em minhas experiências em jogos de RPG e tem seres fantásticos como vampiros, bruxas e outras criaturas do imaginário popular com uma nova roupagem. Também sou autora de Jurada Pelas Sombras, que foi meu livro de estreia em 2014. Ele passou por uma reescrita e agora estou pensando o que fazer com ele para termos uma segunda edição muito especial. Este é um romance gótico repleto de aventuras e provações. E também tenho outros livros que ainda estão por vir, a gente nunca pode parar, não é?
 

Você já encontrou com alguém que estava com seu livro? Se sim, como você se sentiu?

Sim! Na escola onde fui fazer estágio, a professora de português estava anotando os livros que os alunos estavam lendo e um garoto estava com a antologia Pontos da Vida da qual fiz parte, foi gratificante! Também aconteceu um episódio em uma livraria em Curitiba. Estava passeando por ela e perguntei se tinha o livro Deixe-me Entrar, a atendente me levou até o meu livro e começou a elogiá-lo para mim, dizer que ela tinha comprado e estava adorando, que a capa era magnífica e por dentro era perfeito. Eu fiquei muito orgulhosa, ainda mais porque percebi que ela não estava me enrolando, pois começou a contar trechos que já tinha lido. É muito legal quando coisas assim acontecem.
 

Como a literatura passou a fazer parte da sua vida e como ela influenciou você na criação de seus livros?

Comecei a ler e a escrever aos 4 anos de idade, minha mãe me ensinou em casa e desde então eu mostrei muito interesse pelas letras. Sempre gostei mesmo, então não sei exatamente como a literatura entrou na minha vida, pois parece que sempre esteve presente. E ela influenciou no meu gosto pela escrita porque eu sempre queria reinventar as histórias que lia e fazer do meu jeito, pois muitas vezes eu não concordava com o que era contado!
 

Além de escritora, você tem outra profissão ou se dedica exclusivamente aos seus livros?

Eu sou revisora textual, atualmente. Eu trabalho só com isso nesse momento, mas já fui professora de inglês em curso particular. Já fui vendedora e acredite, até confeiteira! Para publicar meu primeiro livro, eu juntei dinheiro vendendo bombom na faculdade!
 

Perguntas rápidas:

Um livro: O Morro dos Ventos Uivantes
Um autor: Machado de Assis
Uma música: Van Nuys (Sixx AM)
Uma boa lembrança: O lançamento de Deixe-me Entrar em SP ao lado da Juliana Daglio e suas libélulas.
Um personagem: Thomas Sharp do filme Crimson Peak.
Um filme inesquecível: As Lendas da Paixão
Um hobby: Desenhar
Um lugar: Escócia! (acho esse lugar fantástico)
 

Gostaria de dizer algo mais para seus leitores?

Gostaria de agradecer o apoio que sempre me dão, agradecer por ficarem ansiosos comigo sempre que algum novo livro começa a surgir e por nunca me deixarem desistir. O incentivo que vocês me dão é essencial, pois como todos sabem, qualquer carreira artística é bastante complicada e tem vezes que nós temos vontade de desistir. Também gostaria de convidar a todos os leitores do blog a conhecerem o meu trabalho. Será um prazer receber a opinião de todos!
 
 
 
Letícia Godoy, nasceu em 13 de fevereiro de 1994 na cidade de Curitiba, no Paraná, porém cresceu em Siqueira Campos, onde descobriu, sentada sob as sombras da casa onde morava, o seu gosto pela leitura. Aos 18 anos, publicou três contos na antologia intitulada Pontos da Vida, sua primeira aventura no ramo da literatura. Atualmente dedica-se a escrita de romances, a revisões textuais e pesquisas no ramo da linguística aplicada.
 
Conheça melhor a autora aqui.
 
 
 
Escrito por: Taísa Ferreira Dias

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